Hades [Análise 2026] — O Melhor Roguelike Já Feito?
1. Introdução
Lembra daquela sensação de apertar um botão e tudo simplesmente… fazer sentido? É assim que Hades te pega. Você morre pela terceira vez pro primeiro chefe. Frustração total. Aí volta pra Casa de Hades, e a Megaera solta uma piada sobre como você caiu feio. (Sério, o jogo zoa sua morte. É maravilhoso.)
Daí você tenta de novo. E de novo. Na quinta run, alguma coisa muda. Seus reflexos melhoram. Você entende os padrões dos inimigos. O jogo começa a falar com você — não só pela gameplay, mas pelos diálogos, pelos deuses, pela história que desenrola mesmo quando você fracassa.
Hades saiu em setembro de 2020. Seis anos depois, ainda é o jogo que eu recomendo quando alguém pergunta "qual roguelike eu devo jogar primeiro?". Não é exagero. Metacritic 93. Quase 97% de avaliações positivas na Steam, entre mais de 160 mil reviews. Vendeu mais de 2 milhões de cópias. Ganhou GOTY em praticamente todo lugar que importa.
Neste review, vou te mostrar por que Hades é especial. A gente vai falar do combate, da narrativa, das armas, dos deuses, do preço e, claro, se ainda vale a pena comprar em 2026. Spoiler: vale. E muito. A nota Sonar aqui é 9.5/10. Vou explicar por quê ao longo do texto.
Mas antes de tudo, vamos entender o que esse jogo é de verdade.
2. O Que é Hades?
Você é Zagreus, filho de Hades. O pai é o deus do submundo e, convenhamos, não é o cara mais compreensivo do Olimpo. Zagreus decide escapar. Sobe pelos salões de Tartarus, cruza a lava de Asphodel, atravessa o paraíso dourado de Elysium. O objetivo? Encontrar a mãe, Perséfone, e descobrir quem ele realmente é.
Acontece que o submundo não gosta de fugitivos. Cada tentativa termina — quase sempre — na morte. Aí você acorda de volta na Casa de Hades, pronto pra mais uma rodada.
Aqui está o truque: cada morte é progressão. Narrativa avança. NPCs comentam o que aconteceu. Novos diálogos aparecem. O jogo transforma o "game over" em capítulo de história. É genial.
A Supergiant Games desenvolveu tudo isso. Estúdio indie de umas 20 pessoas, conhecido por Bastion, Transistor e Pyre. Jen Zee na direção de arte. Darren Korb na trilha. O time é pequeno, mas o talento é absurdo.
Hades chegou ao PC em 17 de setembro de 2020, depois de quase dois anos em Early Access. Hoje está também no PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X/S, Xbox One e Nintendo Switch. No PC, você encontra na Steam e na Epic Games Store.
O gênero é roguelike de ação. Ou Action RPG. Ou indie. Na verdade, é um pouco de tudo. E isso é o que torna o jogo tão único. Cada run é um capítulo. Cada derrota é uma página virada. Você não está "perdendo tempo" quando morre. Está construindo uma história.
3. O Que Hades Tem de Melhor
3.1 Sistema Roguelike com Narrativa Evolutiva
Roguelikes tradicionais punem a morte. Você perde itens, progresso, tempo. Hades faz o oposto. Morrer é o começo de uma conversa nova.
A Supergiant escreveu mais de 80 mil linhas de diálogo. Isso não é erro de digitação. Oitenta mil. Cada NPC tem milhares de frases que se adaptam ao que você fez na run anterior. Matou o Minotauro sem tomar dano? Alguém comenta. Usou a mesma arma três vezes seguidas? Hades pode reclamar. (E ele reclama. Sempre.)
Essa quantidade absurda de texto resolve o problema mais antigo do gênero: a sensação de que você está rodando em círculo. Em Hades, você nunca roda em círculo. Sempre há algo novo. Sempre há alguém comentando. Sempre há uma revelação esperando no próximo diálogo.
Os NPCs na Casa de Hades lembram de tudo. Achilles pergunta se você melhorou desde a última tentativa. Sísifo conta uma piada. Cerbero faz o que cachorros fazem: olha pra você com cara de "e aí, vamos de novo?". O mundo parece vivo. E é.
3.2 Armas (Infernal Arms)
Hades tem seis armas principais, e cada uma transforma completamente como você joga. Não é só estatística diferente. É filosofia de combate diferente.
A Stygian Blade (Espada Estígia) é seu ponto de partida. Equilibrada, versátil, fácil de entender. Combos diretos, dano decente, nada de exagerado. Perfeita pra aprender os fundamentos.
A Eternal Spear (Varatha) tem alcance médio e um dash-attack que muda tudo. Você pode manter distância, punir, recuar. Estilo mais calculado, menos "entra no meio da galera".
O Shield of Chaos (Escudo de Caos) é a escolha defensiva. Arremesso ricocheteante, bloqueio confiável, ótimo pra quem está começando e morre muito. Seguro, mas não sem graça.
Os Twin Fists (Punhos Gêmeos) são pura velocidade. Alcance curto, DPS alto, dash constante. Pra quem gosta de rushar e não parar de se mover. É intenso. É caótico. É viciante.
A Adamant Rail (Trilha de Adamantina) é a única arma à distância de verdade. Estilo tático, requer posicionamento, recarga e paciência. Diferente de tudo no jogo.
O Heart-Seeking Bow (Arco) premia a mira afiada. Cargas de dano, precisão, timing. Satisfatório quando acerta. Frustrante quando erra. (Mas aí é culpa sua, né?)
E tem mais: cada arma tem Aspects. São variações desbloqueáveis que mudam mecânicas fundamentais. O Aspect de Arthur na espada, por exemplo, transforma o estilo de jogo completamente. A rejogabilidade disso é absurda. Você pode passar 100 horas testando builds e ainda não ter visto tudo.
3.3 Deuses do Olimpo (Boons / Bênçãos)
Aqui é onde Hades brilha de verdade. Durante as runs, deus do Olimpo aparecem com bênçãos. Cada uma altera seu estilo de combate. E quando duas bênçãos se combinam, a sinergia explode.
Zeus joga raios em cadeia. Grupos de inimigos desaparecem em segundos. Visualmente espetacular. Sonicamente satisfatório. (Nada como ouvir o crack do raio acertando cinco inimigos ao mesmo tempo.)
Poseidon empurra tudo com knockback. Controle de campo, dano aquático, sinergias com maldições. Ele basicamente transforma você em um destruidor de arena.
Athena é a defensiva suprema. Deflexão reflete projéteis. Você pode atacar e se defender ao mesmo tempo. É uma das bênçãos mais fortes do jogo, especialmente pra iniciantes.
Ares aplica maldições. Dano sobre tempo, estilo "slow burn". Não é tão imediato, mas o acúmulo é devastador contra bosses.
Dionísio usa o efeito hangover. (Sim, o nome é esse. O jogo não leva a si mesmo tão a sério.) Dano contínuo, debuffs, humor. Combinar poder e comédia é a marca da Supergiant.
Hermes aumenta velocidade. Ataque mais rápido, dash mais rápido, movimento mais fluido. Combina com qualquer build. É o deus que você sempre fica feliz em ver.
Afrodite aplica fraqueza nos inimigos. Eles causam menos dano. Você causa mais. Simples, eficiente, forte.
Artemis é a rainha do dano crítico. Burst damage, precisão, recompensa quem joga bem. Com ela, você vira caçador.
Deméter congela e destrói. Controle + dano em um pacote só. Ótima pra segurar inimigos rápidos e acabar com eles na sequência.
A combinação de dois boons do mesmo deus pode criar sinergias épicas. Zeus + Poseidon vira uma tempestade aquática. Ares + Dionísio cria um campo de maldição bêbada. As possibilidades são praticamente infinitas. Você nunca repete a mesma run duas vezes.
3.4 Casa de Hades (Hub)
Entre as tentativas, você volta pra Casa de Hades. Não é uma tela de loading. É um lugar vivo.
Cada NPC tem algo a dizer. E não é a mesma coisa de sempre. Os diálogos mudam. Constantemente. Hades zoa você. Achilles te encoraja. Nix fala sobre a mãe. Cada conversa é um tijolo na história.
Tem romance também. Três interesses: Thanatos (personificação da morte, com uma rivalidade amigável que é muito carismática), Megaera (Fúria, com uma dinâmica de "amor e chicote" que é um dos melhores roteiros do jogo) e Dusa (a górgona cabeça-flutuante, que é surpreendentemente adorável). Você dá presentes — Néctar, depois Ambrosia — e aumenta afinidade. Cada romance tem arco próprio, final próprio, recompensas próprias.
A casa também se personaliza. Você compra decorações com recursos das runs. O quarto do Zagreus fica mais bonito. A sala de troféus cresce. Você sente que está construindo algo permanente, mesmo que o submundo tente te jogar de volta toda hora.
E tem o Mirror of Night. Upgrades permanentes que persistem entre tentativas. Mais vida, mais dash, mais dinheiro das runs. Você fica mais forte mesmo morrendo. É o jogo te dizendo: "não se preocupa, a próxima vai ser melhor".
3.5 Sistema de Dificuldade (Pact of Punishment)
Zerou a história principal? Pensa que acabou? Hades ri da sua cara.
O Pact of Punishment (Pacto de Punição) adiciona desafios opcionais às runs. Quanto mais Heat você coloca, maiores as recompensas. E maior a dificuldade.
Os desafios incluem inimigos mais fortes, tempo limitado pra completar salas, menos escolhas de bônus, inimigos extras, e mais. Você ajusta o Heat como quiser. Quer 0? Vai na paz. Quer 20? Prepare o coração.
Isso mantém o jogo desafiador pra veteranos sem intimidar iniciantes. Você escolhe seu próprio caminho. Não tem dificuldade fixa que te tranca fora. O jogo respeita seu tempo e seu skill level.
4. Como Funciona o Combate?
O combate de Hades é isométrico, rápido e responsivo. Um botão ataca. Outro esquiva. Outro usa habilidade especial. Simples, né? Não é bem assim. A profundidade vem das combinações.
Cada arma tem combos diferentes. O timing do dash-attack muda entre elas. A distância ideal varia. Você precisa aprender o ritmo de cada uma. E depois ainda tem os boons que alteram tudo.
Uma run completa tem quatro biomas principais. Tartarus é o começo. Escuro, opressivo, cheio de inimigos básicos que ainda assim te matam se você vacilar. Asphodel joga lava no chão e inimigos rápidos na sua cara. Elysium é dourado, bonito, e cheio de knights elites que destroçam iniciantes. Temple of Styx é o final: claustrofóbico, tóxico, com o chefe principal e seus minions.
Cada morte te devolve à Casa de Hades com recursos. Você nunca sai de mãos abanando. Cada tentativa dura entre 15 e 30 minutos. Ideal pra jogar um pouco antes de dormir. Ou maratonar o dia inteiro. (Falei por experiência própria.)
O jogo nunca te faz sentir derrotado. Sempre "em preparação". Sempre "aprendendo". Sempre "quase lá". É psicologia aplicada ao game design. E funciona muito bem.
5. A História e a Narração
5.1 Zagreus e o Submundo Grego
A história de Hades não é sobre escapar do inferno. É sobre família. É sobre Zagreus descobrindo quem ele é, reconectando com a mãe que ele nem sabia que existia, e desafiando o pai que nunca foi exatamente… presente.
Hades não é um vilão cartoon. Ele é um pai amargo, rigoroso, com motivações que fazem sentido. Você entende porque ele é assim. Não concorda, mas entende. Isso é escrita de qualidade.
Cada morte é nova conversa. Nova revelação. O jogador descobre a história por tentativa e erro, literalmente. A narrativa avança não porque você "completou a missão 7". Avança porque você morreu pro boss errado e alguém te contou um segredo no velório.
5.2 Diálogos que Mudam a Cada Run
Oitenta mil linhas de diálogo dubladas. Para um indie. Isso é loucura. O sistema de escrita procedural garante que você nunca ouça a mesma frase duas vezes em contextos iguais.
NPCs reagem às suas ações. Morreu pro Minotauro? O Teseu vai zuar. Usou a espada de Zeus? Poseidon pode reclamar. Escolheu um boon de Afrodite? Ela faz comentários… digamos, interessantes.
Hades resolveu o problema narrativo do roguelike de forma elegante. Em vez de explicar "por que você revive", o jogo faz da morte o mecanismo de entrega da história. Não é um jogo com história. É um jogo que é história. A gameplay é o veículo. A morte é o combustível.
5.3 NPCs e Romance
Thanatos é o rival que você quer impressionar. A dinâmica dele com Zagreus é uma das mais populares da comunidade. É engraçado, é tocante, é genuíno.
Megaera é a Fúria que te espanca e depois conversa sobre sentimentos. A relação é complexa. Não é simples "boa vs má". É dois adultos machucados tentando se entender.
Dusa é a surpresa. Uma górgona cabeça-flutuante que trabalha como empregada doméstica. Parece absurdo. E é. Mas o arco dela é um dos mais tocantes do jogo. A Supergiant transforma o bizarro em emocional.
Cada personagem tem voz própria, humor próprio, arco próprio. Achilles é o mentor cansado. Sísifo é o eterno otimista. Patroclus é o fantasma que você ajuda. Ninguém é "apenas um quest giver". Todos são pessoas.
6. Análise Visual e Técnica
6.1 Art Style e Direção de Arte
Jen Zee é uma artista genial. O estilo visual da Supergiant é reconhecível à primeira vista. Cel-shaded com pintura digital. Mitologia grega com paleta moderna e vibrante.
Cada bioma tem identidade visual própria. Tartarus é escuro e opressivo. Asphodel é quente, laranja, cheio de lava. Elysium é dourado, quase paradisíaco. O Temple of Styx é verde-tóxico, claustrofóbico. Você nunca confunde onde está.
A direção de arte conta história. O submundo grego não parece genérico. Parece Hades. Único. Memorável. Bonito mesmo quando deveria ser feio.
6.2 Engine e Performance
Hades roda num motor próprio da Supergiant. Otimizado. Leve. Rápido. 60fps estáveis em praticamente qualquer PC. O jogo é um exemplo de como simplicidade técnica é escolha de design, não limitação.
A versão PC é a mais fiel ao original. Os ports pra consoles são excelentes — especialmente o Switch, que roda liso tanto docked quanto handheld. (Apenas os textos no handheld podem incomodar quem tem vista ruim. Fica a dica.)
6.3 Requisitos Técnicos
A acessibilidade técnica de Hades é impressionante. Olha só:
| Requisito | Mínimo | Recomendado |
|---|---|---|
| Sistema Operacional | Windows 7 SP1 | Windows 7 SP1 ou superior |
| Processador | Dual Core 2.4 GHz | Dual Core 3.0 GHz+ |
| Memória RAM | 4 GB | 8 GB |
| Placa de Vídeo | 1 GB VRAM (DirectX 10+) | 2 GB VRAM (DirectX 10+) |
| Armazenamento | 15 GB disponíveis | 20 GB disponíveis |
Roda em Intel HD Graphics. Roda em PCs de dez anos atrás. Roda no laptop que você usa só pra planilha. Isso não é comum em 2026. É quase um milagre.
7. Prós e Contras
7.1 Prós
O que Hades acerta é difícil de resumir, mas vou tentar:
Combate fluido e responsivo — um dos melhores sistemas de ação isométrica já feitos. IGN e GameSpot concordam.
Narrativa que recompensa a repetição — transforma o loop roguelike em storytelling emocional. Polygon e The Guardian elogiaram isso.
Arte e trilha sonora excepcionais — estilo único da Supergiant. Jen Zee e Darren Korb são colaboradores fixos desde Bastion (2011).
Rejogabilidade infinita — builds infinitas com combinações de boons. Mais de 160 mil reviews Steam com quase 97% positivos.
Dublagem de alta qualidade — 80 mil+ linhas de diálogo dubladas. Legendas em PT-BR excelentes.
Requisitos baixos — acessível a qualquer jogador. Roda em qualquer PC dos últimos 10 anos.
Preço justo — US$ 24.99 com conteúdo pra 50+ horas. Frequentemente em promoção por uns US$ 6.
7.2 Contras
Nenhum jogo é perfeito. Hades tem falhas sim:
Endgame pode cansar — após a história principal e romances, o loop fica puramente mecânico. Alguns reviews Steam mencionam isso.
Dificuldade inicial é uma parede — primeiro contato com roguelikes exige paciência. Os primeiros bosses são professores severos.
Não reinventa a roda — aprimora fórmulas conhecidas (Dead Cells, Isaac) sem criar algo estruturalmente novo. Resetera e fóruns discutem isso.
Romance limitado — apenas três interesses amorosos. Bem escritos, mas poucos comparado a RPGs maiores.
8. Hades vs Concorrência
8.1 Tabela Comparativa
Vamos colocar os números na mesa:
| Aspecto | Hades | Dead Cells | Enter the Gungeon | Binding of Isaac |
|---|---|---|---|---|
| Metacritic | 93 | 89 | 84 | 83–87 |
| Steam % Positivo | ~97% | ~96% | ~94% | ~95% |
| Foco Narrativo | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐ | ⭐⭐ | ⭐⭐ |
| Combate | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐ |
| Rejogabilidade | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐⭐ |
| Acessibilidade | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐ |
| Arte/Som | ⭐⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐⭐ | ⭐⭐⭐ |
| Preço | US$ 25 | US$ 25 | US$ 15 | US$ 15–40 |
| Horas de conteúdo | 20–50h+ | 30–50h+ | 40–80h+ | 100h+ |
8.2 Análise Comparativa
Contra Dead Cells: Hades tem narrativa muito superior. Dead Cells é mais puro em plataforma e Metroidvania. Ambos têm combate excepcional, mas Hades integra história ao loop de morte de forma que Dead Cells nunca tentou.
Contra Enter the Gungeon: Hades é mais acessível e menos punidor. Gungeon tem mais variedade de armas (300+), mas quase zero narrativa. Hades vence em direção de arte e trilha sonora sem dificuldade.
Contra Binding of Isaac: Isaac tem mais item synergy e builds caóticas. Hades é mais polido, mais direcionado, mais bonito. Isaac exige mais tempo pra "clicar"; Hades é mais imediato.
Contra Hades II: A sequência, lançada em 2025, expande tudo. Magia com Melinoë, caminhos duplos, farming, familiares. Mas Hades I é mais barato (US$ 25 vs. US$ 30), está completo há anos, e é o ponto de entrada obrigatório pra quem nunca jogou. Se II é o futuro, I é o alicerce.
9. Preços e Onde Comprar
9.1 Tabela de Preços (junho/2026)
| Loja | Preço Regular (Key PC) | Preço Promocional | Observação |
|---|---|---|---|
| Steam (oficial) | US$ 24.99 | ~US$ 6.24 (–75%) | Promoção recorrente; compra direta |
| Nuuvem | ~R$ 140 | ~R$ 35–45 | Key Steam, promoções sazonais |
| Instant Gaming | ~US$ 18–22 | ~US$ 6–8 | Key Steam global, confiável |
| Kinguin | ~US$ 15–20 | ~US$ 5–7 | Marketplace; verificar seller rating |
| Green Man Gaming (GMG) | ~US$ 20–24 | ~US$ 6–8 | Key Steam oficial VIP, parceiro autorizado |
9.2 Dicas de Compra
Hades entra em promoção com frequência. O menor preço histórico foi cerca de US$ 6.24 na Steam e US$ 5–6 em keyshops. Vale a pena esperar uma sale se o preço atual estiver alto.
É compra única. Sem microtransações. Sem DLC obrigatório. Tudo desbloqueável via gameplay. Cross-save entre PC e Switch também funciona, sincronizando progresso via Nintendo Account ou Epic Games.
Preços de keys flutuam diariamente. Sempre confira no momento da compra. 😉
10. Veredicto Final
Nota Sonar: 9.5/10 🏆
Por quê não 10/10? Dois pecados menores: o endgame pode cansar após a história principal, e o jogo não é estruturalmente inovador — ele aperfeiçoa, não reinventa. São defeitos reais, mas pequenos. Muito pequenos.
Recomendação: ESSENCIAL. Hades é um dos melhores roguelikes de todos os tempos. É o melhor ponto de entrada pra quem nunca jogou o gênero. É polido, acessível, barato, bonito, bem escrito, viciante e generoso em conteúdo.
Pra quem é ideal:
- Fãs de roguelikes que querem narrativa de qualidade
- Jogadores casuais que precisam de sessões curtas (15–30 min)
- Quem curte mitologia grega e personagens bem escritos
- Jogadores de PC com hardware modesto — roda em qualquer máquina
- Quem nunca jogou um roguelike — Hades é o melhor tutorial possível
Pra quem NÃO é:
- Quem odeia repetir conteúdo (é a essência do gênero, sabe?)
- Quem busca multiplayer (100% single-player)
- Quem prefere gráficos realistas (a arte é estilizada, cel-shaded, linda — mas não realista)
11. Conclusão
Hades não é só um jogo que você joga. É um jogo que você vive, morre, ri, se frustra e celebra. Em 2026, continua sendo o padrão ouro do roguelike. Provavelmente continuará sendo por muito tempo.
A Supergiant Games provou que um estúdio pequeno pode fazer algo monumental. 20 pessoas. 80 mil linhas de diálogo. 2 milhões de cópias. Metacritic 93. GOTY em todo lugar. Isso é história dos games.
Se você ainda não jogou, está perdendo uma das experiências mais viciantes e emocionais da última década. E se já jogou… bom, talvez seja hora de mais uma run. (Eu sei que você quer.)
Já jogou Hades? Conta nos comentários qual foi sua arma favorita e seu romance! E se gostou, Hades II (2025) é o próximo passo natural — ainda mais ambicioso, mas Hades I é obrigatório primeiro. 😉
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